Marketing político nas mídias sociais

Os últimos acontecimentos políticos do país nos mostraram a real abrangência da internet. Claro, a cobertura televisiva ainda é a maior fonte de informação da população brasileira, mas é na internet que a verdadeira conscientização e expressão de opiniões acontece.

Também é na internet que o público eleitor se une, em velocidade assustadora, para organizar atos e manifestações. É na internet que o eleitor expõe suas expectativas e dialoga com candidatos e partidos.
Sendo assim, você pode imaginar a importância das mídias sociais no marketing político.

Vinte anos atrás, antes do bum da internet, as campanhas focavam nas mídias impressas, no rádio, na televisão e comícios e carros de som que percorriam as ruas das cidades Brasil a fora divulgando as propostas do candidato.

Com a intensificação do uso da internet e, principalmente, das mídias sociais (Facebook, Twitter, YouTube, Instagram etc.), os candidatos e partidos precisam readaptar toda a campanha e a comunicação para com seus eleitores.

Isso significa que, ao invés de escrever um discurso para o horário político obrigatório – que foi reduzido pela Lei nº 13.165/2015, conhecida como Reforma Eleitoral 2015 –, é necessário um discurso diferente para a publicação nas redes sociais.

Também significa que a comunicação, agora, tem duas vias. Assim como o candidato tem um novo espaço para expor suas ideias e intenções, o eleitor ganhou um canal instantâneo para questionar tais ideias e intenções.

Por isso, você que pretende se candidatar, acha que está preparado para uma campanha nas mídias sociais?
Não vá pensando que será um mar de rosas. Você receberá muitos elogios e o dobro de críticas. Receberá mensagens de amor e muitas outras de ódio. A exposição profissional e pessoal é imensurável.

A preparação deve ser tanto política, quanto psicológica. Será preciso adequação ao novo público leitor das campanhas online.

E quando falamos em adequação de campanha, estamos dizendo que será necessária uma campanha totalmente nova, independente daquela feita off-line.

Apesar de a internet ser praticamente instantânea, o processo por trás do marketing político digital é bastante lento e extenso. Ele ocorre progressivamente e exige dedicação e comprometimento, muito investimento de tempo.

O primeiro passo pode ser, por exemplo, a criação de um site ou página na internet. Através dele, o candidato inicia o contato com o universo online. Se apresenta como indivíduo e cidadão, como político, candidato, expõe suas ideias, propostas e planos de governo. E só então, estará preparado para as mídias sociais.

Parece muito trabalho e, sinceramente, um pouco assustador. Mas para quem está bem preparado e disposto, é uma mina de ouro.

Toda a interatividade e o engajamento possibilitados pelas campanhas online fazem do lançamento de campanhas políticas nas mídias sociais mais uma oportunidade de difusão de propostas, bem como sua defesa. É um canal rápido e fácil de estreitamento das relações à distância.

O fundamental é manter em mente que essa é uma responsabilidade sua, candidato. Você deve monitorar as mídias sociais todo o tempo, interagindo pessoalmente com seus eleitores. Criando, de fato, uma troca de informações e opiniões.

Lembre-se que quanto mais responsivo você for, mais os eleitores falarão sobre você e suas políticas. Isso significa maior exposição e disseminação do seu partido, da sua candidatura, das suas propostas.

Através da internet, você consegue coletar opiniões, sugestões e novos pontos de vistas. Também é uma excelente plataforma para orientar eleitores e direcionar ideias do partido. As mídias sociais são, efetivamente, o melhor indicador de retorno e feedback dos seus eleitores.

A beleza do marketing político nas mídias sociais está na criação colaborativa da proposta de governo. É a inclusão da população – que sabe suas necessidades para o cotidiano – nas políticas governamentais.

Compartilhe nos comentários sua opinião sobre marketing político em mídias sociais e conte-nos sua experiência.

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