A importância das mídias sociais no marketing político

Tudo começou com Barack Obama em 2008 e sua campanha presidencial via Twitter. Desde então, as mídias sociais foram conquistando seu espaço dentro das campanhas e, a partir de 2014, se tornaram praticamente obrigatória no Brasil.

Em 2016, as eleições sofreram forte impacto devido às alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015, conhecida como Reforma Eleitoral 2015. As mudanças abrangem as Leis n° 9.504/1997 (Lei das Eleições), nº 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos) e nº 4.737/1965 (Código Eleitoral).

Dentre as mudanças estabelecidas pela Reforma, duas nos serão pertinentes: as regras de financiamento e de propaganda.

O financiamento que antes podia contar com doações de empresas, agora se restringe ao fundo partidário e 10% do rendimento de pessoas físicas – há também um limite de gastos em campanha.

E a propaganda, que passa de 90 para 45 dias na televisão, e de 45 para 35 dias no rádio.

Isso significa que o candidato tem menos dinheiro para a campanha e menos tempo para expor suas ideias e planos de governo. Também significa que as mídias sociais passam de praticamente obrigatórias para totalmente obrigatórias.

Para se ter uma ideia da influência das mídias sociais sobre o marketing político, elas foram responsáveis pela organização de movimentos, atos e manifestações que resultaram na deposição do presidente egípcio Hosni Mubarak e do coronel e ex-ditador libanês Muammar Gaddafi, em 2011.

A internet também foi responsável pela articulação das manifestações políticas no Brasil. Em 2013, pela redução da tarifa de ônibus (Movimento Passe Livre) e em 2016, protestos contra e a favor do atual governo. A última foi, inclusive, a maior manifestação em São Paulo desde o movimento das Diretas Já.

Com tudo isso, nota-se que o marketing político digital se faz primordial para candidatos que querem, de fato, vencer as eleições. Para saber mais sobre como fazê-lo corretamente, leia este artigo.

É preciso, no entanto, diferenciar marketing de relacionamento e marketing político digital, para então, utiliza-los em conjunto e obter resultados otimizados de campanhas online. O primeiro se refere ao relacionamento positivo com o eleitor e sua fidelização.

Já o segundo, é mais específico. Dessa forma, seu objetivo é firmar o posicionamento político do candidato no universo online e aumentar a proximidade entre candidato e eleitor.

A aplicação equilibrada e correta de ambas as vertentes do marketing às mídias sociais resulta em diversas vantagens ao candidato e ao partido, maior propagação de propostas, ideias e planos de governo e uma troca de informações, opiniões e sugestões.

O desafio está, portanto, em atingir o equilíbrio e desfrutar de todas essas vantagens.

A atual crise generalizada no Brasil tem causado um afastamento entre eleitor e candidato. Uma forma de contornar o distanciamento e, mais do isso, aproximar o eleitor, é “humanizar” o candidato. A criação de sites, fan pages e perfis no Facebook, Twitter, Instagram etc. cria um canal de comunicação totalmente aberto ao público-alvo.

No Brasil, as mídias sociais mais utilizadas e que mais impactam os eleitores são Facebook, YouTube, Instagram, Google+ e Twitter. Há plataformas para todos os gostos e preferências e, em cada uma, o candidato pode atingir positivamente o eleitor, ouvir e se fazer ouvir. Apenas lembre-se de estudar e analisar o seu público-alvo antes de escolher um, ou todas, as redes sociais.

Além disso, é uma oportunidade para atrair pessoas além do público já fidelizado. Também por causa da crise, eleitores politicamente “perdidos” estão procurando novos candidatos, com propostas claras. E a exposição concedida pela internet, é uma excelente oportunidade para atrair esses eleitores.

Outro fator de destaque para a relevância das mídias sócias no marketing político é a coleta de dados e consequente feedback. Isso é útil não apenas como termômetro de popularidade e probabilidade de eleição, mas também para a tomada de decisões e construção e/ou manutenção da reputação do candidato.

Será necessário, todavia, a criação de novas campanhas exclusivas para mídias sociais e a adaptação do candidato à interação com os eleitores. É preciso manter-se atualizado com os acontecimentos online, ter cuidado com o que publica e responder aos eleitores, o máximo possível.

Portanto, para ser eleito em 2016 e se distanciar de toda a crise, o candidato precisa compreender a importância das mídias sociais, destacar-se da concorrência e conquistar uma base sólida de eleitores online.

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