Itajaí é referência na educação socioemocional

    Há uma tragédia silenciosa que se desenvolve em muitas casas e diz respeito às crianças. Nos últimos 15 anos, estatísticas revelam dados cada vez mais alarmantes sobre o aumento agudo e constante da doença mental da infância*:

    – 1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental;
    – Aumento de 43% no Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH);
    – Aumento de 37% na depressão adolescente;
    – Aumento de 200% na taxa de suicídio entre crianças de 10 a 14 anos.

    Na contramão das estatísticas, figura o trabalho desenvolvido desde 2017 pelo programa Escola da Inteligência de Itajaí. Com uma metodologia diferenciada, mais de 19 mil alunos da rede municipal de ensino aprendem lições para o gerenciamento das emoções.

    Dentro da grade curricular, durante uma hora por semana, os estudantes aprendem e desenvolvem atividades que vão além da tão importante língua portuguesa, da matemática e da geografia. São exercícios que provocam os alunos a se colocarem no lugar do outro; pensar antes de falar ou agir; aprimorar habilidades para a construção de relações saudáveis; administrar conflitos para obter resultados transformadores e surpreendentes – dentro e fora da escola.

    No material da Escola da Inteligência, aspectos preventivos são desenvolvidos para promover a autoconsciência, a autoestima, a automotivação e a determinação dos alunos, pais e professores com base na metodologia do psiquiatra, escritor e pesquisador Augusto Cury.

    “A Escola da Inteligência promove o desenvolvimento das competências socioemocionais preconizadas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Uma educação que vai além do cognitivo e contribui para a formação de cidadãos éticos, seguros e empreendedores”, afirma o prefeito Volnei Morastoni.

    De acordo com a secretária de Educação, Elisete Furtado Cardoso, o programa é a menina dos olhos da nossa educação. “Temos percebido a transformação no comportamento dos participantes. Conforme o levantamento que fizemos, a Escola da Inteligência é aprovada por mais de 90% dos pais, alunos e professores envolvidos com as atividades”, afirma a Secretária Municipal de Educação, Elisete Furtado Cardoso.

    A coordenadora do programa, Kátia Teixeira, destaca que ao debater em sala de aula questões como bullying, depressão, agressividade e suicídio, por exemplo, é possível evitar que muitos desses problemas se desenvolvam com nossos alunos. “Com a Escola da Inteligência eu aprendi a ser mais calmo, a ser uma pessoa pacífica. A minha mente é tipo um reino para mim. Eu preciso encontrar em mim essa felicidade”, afirma o estudante Wesley Santos.

     

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