Leia na coluna “Turismo & Negócios” Centro de Eventos de BC: Burocracia estatal atrasa conclusão da obra prevista só para 2020

Relatório atualizado de atividades da SC Par – Empresa de sociedade anônima de economia mista e vinculada ao gabinete do governador do Estado, considerada ainda o braço de apoio empreendedor do estado, entregue recentemente a direção  da Comissão de Turismo da Assembléia Legislativa, dá conta de que , em uma de suas atividades de apoio e consultoria a projetos de parceria público –privadas, no caso a licitação da  concessão da gestão do Centro de Eventos de Balneário Camboriú, que a previsão que o equipamento já esteja em operação com contrato assinado  com a futura concessionária é o final do primeiro semestre de 2020.

Até lá, já esta definido que a administração provisória será da Santur, que , diga-se de passagem também já esta administrando provisoriamente  o a gestão do Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira ,  de Canasvieiras. A definição oficial desta gestão, esta prevista ainda para depois do centro de eventos de BC, ou seja, para o segundo semestre de 2.020.

Enquanto isso, o ex-presidente da Santur , Valdir Valendowsky, que tem experiência na área com o equipamento de Canasvieiras, e que agora ocupa o cargo de secretario municipal de Turismo de Balneário Camboriú , acredita que a gestão possa ser compartilhada com a prefeitura e que possam ser realizados já alguns eventos de pequeno porte  a partir do final deste ano, mesmo sem concluídas as instalações finais da climatização, divisórias e elevadores, por exemplo.

O PROCESSO BUROCRÁTICO

Aliás, o grande percentual de atraso geral da obra, em mais de 80%, pode se dizer esta relacionado ao processo burocrático e lento de licitação do setor público. Para as obras finais de acabamento, por exemplo, são três licitações diferentes, uma para cada equipamento: elevadores, divisórias, catracas.

Assim, como atrasou o processo de licitação do sistema de gestão porque não se fez o estudo de viabilidade econômica , pré-requisito, desde o inicio da obra, bem como o processo de liberação de verbas de construção por parte do órgão financiador do  governo federal, a  Caixa Econômica Federal , é lento e depende da análise da medição de obras já realizadas para que sejam liberadas novos recursos, gradativamente.

Desta forma , há um equivoco e desconhecimento do processo  em análises paroquiais apressadas  de que o atraso geral na obra se deve a irresponsabilidade política . Iniciou em 2015 e deveria estar pronta ao final de 2016 pelos prazos oficiais.

Ora, nenhuma liderança política ou governamental gostaria de atrasar a obra por si  só, ou não cobraria o avanço porque tem interesse justamente nos resultados políticos em entregar a obra . O processo burocrático estatal é o principal inimigo e a solução é sim , a cobrança na agilização deste processo, onde é possível legalmente, e exigindo  criatividade e flexibilidade  dos gestores públicos .

Esse é o discurso responsável e coletivo que deve existir daqui para diante para que se concretize na prática a existência e funcionamento do maior centro de eventos da Região Sul do país .

TURISMO & NEGÓCIOS:Por Carlos Mello

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