Deputados repercutem a entrada do Pronaf na lista dos cortes orçamentários federais à educação

O Pronaf Investimento se juntou à educação superior e básica na lista dos cortes orçamentários promovidos pelo governo federal, gerando novas críticas na sessão de quarta-feira (8) da Assembleia Legislativa.

“O Bndes entre anúncios e ‘desanúncios’ suspendeu o Pronaf Investimento desta safra e está causando um transtorno muito forte na agricultura familiar, são mais de R$ 800 milhões. Apelo para que o governo federal garanta os recursos”, discursou Padre Pedro Baldissera (PT).

O parlamentar lembrou que o estado tem cerca de 170 mil empreendimentos ligados à agricultura familiar, responsáveis, entre outros, pela produção de 80% do frango para abate e 85% do leite.

Neodi Saretta (PT) cobrou solidariedade à agricultura familiar e sugeriu aumentar os recursos do Pronaf Investimento.

“Os pedidos encaminhados mostram que as operações cresceram 42%, logo a lógica seria aumentar os recursos e não a diminuição”.

Já Ana Caroline Campagnolo (PSL) e Laércio Schuster (PSB) expressaram opiniões divergentes sobre os cortes orçamentários na educação federal.

“Um aluno universitário gasta 10 vezes mais que um aluno de creche, queremos mais na educação básica e menos em educação superior”, afirmou Campagnolo, que exibiu no telão imagens de cartazes e faixas com chavões comuns ao ambiente universitário.

“Nada justifica o corte de 30% no orçamento das universidades públicas, não podemos ter cortes, estes são investimentos que devem ocorrer de maneira contínua, nenhum país do mundo cresceu sem investimento maciço em educação”, argumentou Schuster.

O representante do Vale do Itajaí citou o exemplo de Timbó.

“Investimos em escola de tempo integral e os números demonstraram que durante os oito anos de governo Timbó foi a melhor cidade nas séries iniciais e finais medidas pelo Ideb”, citou o ex-prefeito, que ressaltou a importância de investimentos em estrutura, professores motivados e planejamento de longo prazo.

Porto seco
Marcius Machado (PR) ficou chateado com a resposta do Executivo à sugestão que fez para que fossem realizados estudos sobre a viabilidade de um porto seco em Correia Pinto, na serra barriga-verde.

Segundo o deputado, o Executivo se declarou “incapacitado de fazer o projeto”, remetendo a indicação à SC-Par e sugerindo que a Assembleia bancasse o custo dos estudos.

“Esta entidade se apresenta como inoperante, não consegue fazer um projeto de viabilidade de um porto seco para levar em mãos para a Receita Federal, estou chateado com o tipo de resposta, mas vou continuar trabalhando”, declarou Machado.

Fusão de municípios
Jerry Comper (MDB) comemorou o sucesso das audiências públicas realizadas em Ibirama e Lages para tratar da proposta do Tribunal de Contas de fusão dos municípios com menos de 5 mil habitantes.

“Não queremos a fusão dos municípios, mas a união de forças para auxiliar estudos para fazer a gestão eficiente dos recursos públicos”, avaliou Comper, que destacou os exemplos de José Boiteux e Vitor Meirelles que cresceram após a emancipação.

“Desde que cometeram a loucura daquela divulgação, que soou como uma bomba, todo mundo ficou inquieto”, reconheceu Romildo Titon (MDB), que ponderou o papel da emancipação no crescimento das pequenas comunidades. “É uma oportunidade para se tornarem grandes.”

“É um projeto que não vai prosperar”, sentenciou Marlene Fengler (PSD).

SC-110
Ricardo Alba (PSL) pediu a recuperação da SC-110, que liga Pomerode a Jaraguá do Sul.

“Está sem manutenção, um trecho pequeno vem causando muitos acidentes, precisa de manutenção imediata”, justificou Alba.

Levar arma para casa
Felipe Estevão (PSL) pediu apoio a projeto de sua autoria que autoriza o policial, quando se aposentar, a levar a arma para casa.

“Uma lei para que o policial ao se aposentar tenha o direito de levar a arma, que continue  a ter a posse da arma até que queira devolver”, explicou Estevão.

Boas notícias
Maurício Eskudlark (PR) comemorou na tribuna boas notícias relativas à queda de homicídios e ao controle de gastos com pessoal.

“O governo vai bem, temos assuntos para falar, a redução de homicídios precisamos creditar aos investimentos e aos policiais”, indicou o líder do governo, acrescentando que a redução do percentual da folha de pagamentos permitirá o chamamento de escrivães, agentes, técnicos do IGP e bombeiros.

Projeto parado
Mauro de Nadal (MDB) pediu apoio dos colegas e do governo do Estado para sensibilizar o Ministério da Agricultura sobre a importância de se ter uma infraestrutura de recolhimento de animais mortos em propriedades.

“O Estado habilitou um projeto piloto, uma empresa montou uma infraestrutura de recolhimento há dois anos em Santa Catarina, resolveu um grande problema das administrações municipais, que tinham uma retroescavadeira todo dia fazendo enterro de animais”, relatou Nadal, que lamentou a decisão de Brasília de suspender o projeto.

Quebra de monopólio
Bruno Souza (PSB) celebrou a quebra do monopólio da Taurus no fornecimento de armas para o governo brasileiro.

“Um decreto publicado acaba com o monopólio assassino da Taurus, fabricante oficial do governo brasileiro”, ironizou o deputado, que relacionou vários acidentes com armas da Taurus envolvendo as forças de segurança.

“Confiamos no governador”
Doutor Vicente Caropreso (PSDB) revelou que confia no governador relativamente ao cumprimento do orçamento da saúde pública.

“Tivemos uma reunião com o governador, foi uma reunião proposta por minha pessoa, mas em nome da Comissão de Saúde, com quatro deputados presentes e os secretários de Finanças e Saúde e o governador está empenhado em cumprir o orçamento da saúde, confiamos neste governador, mas como ficará a saúde depois? Esta é a dúvida”, expressou Caropreso.

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