Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú capacitará seus servidores no combate à dengue

A Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, por determinação do seu presidente Omar Tomalih, iniciou um programa contra a reprodução do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão de doenças graves como dengue, zika e chikungunya.

Balneário Camboriú registrou neste ano, segundo o último boletim da Vigilância Epidemiológica Estadual, datado de 27 de abril, 5 casos de dengue contraídos no município, os chamados autóctones.

A cidade é área de risco devido à quantidade de focos do mosquito e por fazer divisa com os dois líderes estaduais em casos autóctones de dengue neste ano: Itapema (104 casos) e Camboriú (74).

A única forma de combater as doenças é evitar a reprodução dos mosquitos, tarefa difícil que exige atenção e dedicação.

Em março, com a  Câmara de Vereadores em obras, a direção pediu à Vigilância Ambiental de Balneário Camboriú uma inspeção que resultou em cerca de 100 pontos potenciais para reprodução do Aedes aegypti.

A verificação de pontos favoráveis à reprodução do mosquito tem que ser constante, rotineira, porque basta uma tampinha acumulando água para existir risco.

Nos próximos dias uma equipe da Vigilância Ambiental retornará à Câmara para capacitar multiplicadores de conhecimento, treinando-os no combate ao mosquito tanto no ambiente de trabalho quanto na comunidade.

LEMBRE SEMPRE

O Aedes aegypti possui uma característica que o diferencia dos demais mosquitos, que sãos as listras brancas no tronco, cabeça e pernas.

MITOS E VERDADES

Citronela, andiroba e óleo de cravo: estes produtos funcionam para afastar o mosquito Aedes aegypti?

Essas alternativas não são totalmente ineficazes, mas elas não garantem o resultado que as pessoas esperam com relação ao Aedes aegypti. O indicado é observar o que o Ministério da Saúde recomenda: tirar 10 minutos do tempo de cada um, e o próprio cidadão inspecionar a sua casa, verificar se não há nenhum depósito com a água parada, depósitos expostos à chuva ou qualquer objeto que possa acumular água.

O mosquito Aedes aegypti só pica de dia?

O Aedes aegypti tem hábitos diurnos, no interior da residência ele pode ser encontrado, preferencialmente, em locais sombreados e escuros, como por exemplo, atrás da geladeira, atrás das cortinas, atrás do guarda-roupa. O Aedes pode se alimentar de sangue humano durante o dia inteiro. O cidadão deve arejar a casa, abrir as janelas, ventilar o ambiente, pois o inseto tem fotofobia – aversão à luz. Assim, recomenda-se manter a casa diariamente arejada e clareada.

Mas, atenção: se existir algum espécime do vetor dentro de casa, em que o morador passe o dia inteiro fora e inexistir fonte de alimentação, pode ocorrer do Aedes aegypti picar no período da noite. Ele é um mosquito inteiramente adaptado e adaptável ao meio urbano. Comumente, ele pica durante o dia, mas dependendo da necessidade e do ambiente, ele pode picar a noite também.

O mosquito Aedes aegypti já nasce infectado pelas doenças que transmite?

O mosquito pode apresentar partículas virais, no entanto, a carga não é suficiente para infectar outras pessoas. Ele se infecta ao picar um ser humano em seu período de viremia, em que o paciente apresenta os primeiros sintomas, e geralmente dura uma semana.

O mosquito Aedes aegypti  se reproduz apenas em água limpa?

Isso é um mito! Nos últimos 20 anos vem ocorrendo um processo de adaptação biológica no vetor. Hoje, com os altos índices de infestação, a probabilidade da adaptação é alta. Atualmente já encontramos Aedes em fossas, cisternas, boca de lobo, ou seja, depósitos que antes não eram explorados pelo mosquito vêm sendo utilizado para postura dos ovos. É possível encontrar o Aedes aegypti na água suja sim.

O mosquito Aedes aegypti pode transmitir o vírus HIV?

Não. Até o presente momento o Aedes aegypti transmite, comprovadamente, dengue, febre amarela urbana, Zika e chikungunya.

O mosquito Aedes aegypti pica em áreas da zona rural?

Não há registro de grandes infestações ou infestação considerável de Aedes aegypti em área rural. Neste local há outro Aedes, o Aedes albopictus.

COMO COMBATER O MOSQUITO

A principal ação que a população tem é se informar, conscientizar e evitar água parada em qualquer local em que ela possa se acumular, em qualquer época do ano.

Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda.

Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo.

Mantenha lixeiras tampadas.

Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água.

Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água.

Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana.

Mantenha ralos fechados e desentupidos.

Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana.

Retire a água acumulada em lajes.

Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados.

Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário.

Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue.

Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde.

Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

REPELENTES

Os repelentes de uso tópico, aplicados na pele, podem fazer parte dos cuidados contra dengue, chikungunya e Zika. A recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é clara: não há qualquer impedimento para a utilização desses produtos por mulheres grávidas, desde que os repelentes estejam devidamente registrados na Agência. As recomendações de uso descritas no rótulo de cada produto devem ser seguidas à risca. Os produtos à base de DEET não devem ser usados em crianças menores de dois anos. Entre 2 anos e 12 anos, a concentração máxima do produto deve ser de 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Alguns cuidados devem ser observados no uso:

Repelentes devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa;

A reaplicação deve ser realizada de acordo com indicação de cada fabricante;

Para aplicação da forma spray no rosto ou em crianças, o ideal é aplicar primeiro na mão e depois espalhar no corpo, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão depois da aplicação.

Em caso de contato com os olhos, é importante lavar imediatamente a área com água corrente.

Além do DEET, os princípios ativos mais recorrentes em repelentes no Brasil são utilizados em cosméticos: o Icaridin e o IR 3535, além de óleos essenciais, como Citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, estes princípios são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos conforme regulamentação do setor.

Repelentes Ambientais

Inseticidas, usados para matar mosquitos adultos, e repelentes ambientais, usados para afastar os mosquitos (encontrados na forma de espirais, líquidos e pastilhas de aparelhos elétricos), também podem ser adotados no combate ao mosquito Aedes aegypti, desde que registrados na Anvisa e que sejam obedecidos todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos. Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa, até o momento. Portanto, todos os produtos anunciados como “naturais”, comumente comercializados como velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos, que indicam propriedades repelentes de insetos, não estão aprovados pela Agência e não possuem eficácia comprovada.

Fontes: Ministério da Saúde e Secretaria da Saúde de Balneário Camboriú.

Comente com Facebook