Transmissores de doenças, pombos “tomam conta” das areias da praia em Balneário Camboriú

Restos de comida e sujeira na praia aumentam rapidamente a população de aves que podem causar várias doenças

A falta de conscientização ambiental dos frequentadores da praia Central de Balneário Camboriú tem ajudado na proliferação dos pombos que circulam pelas areias da praia e no calçadão da Avenida Atlântica.

Os pássaros em geral estão em busca de restos de alimentos que são deixados na areia da praia pelos banhistas.

Segundo relatos de alguns comerciantes ouvidos pelo SC Hoje, houve um aumento significativo do número de aves na areia e no calçadão. E segundo alguns donos de quiosques, os frequentadores alimentam os pombos com restos de alimentos consumidos na areia e nas calçadas da orla. Há relatos de que moradores das proximidades trazem alimentos de casa para alimentar os pássaros na areia da praia.

O problema maior é que os pombos fazem suas fezes na areia. Aí é que mora o perigo, pois os fungos das fezes e de restos transmitem as doenças que podem levar até à morte. Cerca de 57 doenças já estão catalogadas como transmitidas pelos pombos, tais como histoplasmose, salmonella, criptococose, meningite, e também de alergias, como asma, rinite e dermatites.

A primeira precaução a ser tomada pelas pessoas é não alimentar os pombos e muito menos jogar lixo no chão e na areia — explica Alberto Chebabo, infectologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em locais onde há fartura de alimentos ocorre o aumento da população dessas aves muito rapidamente.

A Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio do Centro de Controle de Pagas Urbanas (CCPU), realiza o serviço de educação ambiental, com entrega de informativos para os proprietários dos quiosques, milheiros e população em geral quanto aos cuidados e, principalmente, para que não alimentem os pombos e acondicionem o lixo corretamente.

Segundo a prefeitura essa ação é realizada a cada quatro meses e os proprietários dos quiosques assinam o recebimento como forma de comprovante de que receberam a orientação. As informações da prefeitura também relacionam a observação de que “ o alimento das aves pode estar relacionado aos briozoários na areia, pois sempre tem disposição alimento “.

Para tentar reverter essa situação, a secretária de Obras revira a areia mais vezes, para limpá-la.
“A maior recomendação é não alimentar as aves, pois quando tem grande oferta de alimentos, elas se reproduzem com facilidade”, orienta a secretária de Saúde, Andressa Haddad.  “A escassez de alimentos reduz a população e o descontrole populacional, e eles procuram novos lugares para sobreviver”, ressalta.

Vale lembrar que os pombos são protegidos por lei (lei n 9605/98 – lei de crimes ambientais) e não podem ser mortos.

 

 

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