Barreiras irregulares feitas por rizicultores no Rio Camboriú são removidas pela EMASA

Para garantir água para consumo humano em Balneário Camboriú e Camboriú, a Emasa realizou nesta quarta-feira (02) uma ação, com apoio da Polícia Militar, para remover barreiras feitas por rizicultores. Foram retiradas duas grandes barreiras e outras cinco menores, todas com pedras e lonas, sendo necessário, inclusive, a utilização de uma retroescavadeira. A retirada das barragens é essencial devido ao estado de atenção do Rio Camboriú para que o mesmo corra sem interrupções. Na manhã de hoje o nível do rio chegou a 1,03 m.

“Hoje fizemos uma grande fiscalização no curso do Rio Camboriú, que resultou na retirada de sete barreiras de pedras. As barreiras feitas pelo homem, de maneira irregular para desviar água do rio, mesmo após uma liminar que proíbe o ato, foram removidas para que nosso abastecimento continue normal. Vamos continuar agindo com rigor”, disse o prefeito Fabrício Oliveira.

No último sábado (30), a Justiça decidiu em liminar que os rizicultores estão proibidos de fazerem desvios ou barreiras no Rio Camboriú mediante multa diária de 10 mil reais caso não seja cumprida e de 100 mil reais se realizarem novas barreiras que tirem a água do seu círculo normal. A Emasa enviará para a Justiça fotos e vídeos comprovando que os rizicultores não cumpriram a medida.

“Nós fizemos essas ações também durante o final de semana e no dia 1º de janeiro, porém as barreiras foram novamente fechadas. Além dessas barreiras feitas pelos rizicultores, a população também fechou uma parte do rio para utilizar como ‘‘piscina’’ e isso fez com que o nível do Rio baixasse significativamente”, explicou o diretor-geral da Emasa, Douglas Costa Beber.

As barreiras e os desvios foram descobertos após fiscalizações constantes realizadas pela Emasa, Guarda Municipal (com uso de drone) e órgãos municipais de Camboriú.

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